
Ontem, em noite da maior lua cheia dos últimos vinte anos, falávamos sobre medo. A lua estava mais perto da terra e nem por isso tivemos medo. Chegamos a falar sobre um possível desequilíbrio cósmico que tiraria todos os planetas do lugar e acabaria com tudo. Mas o medo de que falávamos era outro. Era o medo infantil.
Já tive tantos medos na vida que não caberiam neste blog. De meias jogadas no chão que se transformam em serpentes a figuras que apareciam por trás das cortinas do meu quarto. Quando cresci, os medos mudaram. E o medo das meias passou a ser piada em roda de bar.
O medo normal é bom. Funciona como um alerta para nossos limites, pode funcionar com um escudo muito eficiente. Ter medo racional é prever os riscos e buscar formar de evitar esses riscos. Enfrentá-los é vencer barreiras e desenvolver nossa inteligência.
O problema é o medo excessivo. O medo que paralisa e corroi. A esteira rolante que leva a mínima ansiedade ao pavor.
A ansiedade é um medo vago, que persiste, persiste, persiste. Pode aumentar a ponto de tornar uma pessoa disfuncional. E contra isso, é preciso lutar com nossa arma interna chamada coragem. Lutar contra nós mesmos é a maior batalha de todas.
“Quem escala uma montanha em forma de parede não é corajoso, pois na verdade, não tem medo.” Falou um dos reunidos em volta da mesa de jantar manchada por taças sudorosas de prosecco . “Corajoso é quem enfrenta seu medo e vence.”
Sartre dizia: “todos os homens tem medo. Quem não tem medo não é normal; isso nada tem a ver com a coragem”.
Hoje, navegando na internet, encontrei alguns comentários interessantes sobre o tema:
“O medo é um pensamento em sua mente e você tem medo dos seus próprios pensamentos.”... “a maioria dos seus medos não têm base na realidade.” “o medo normal é bom, o medo anormal é destrutivo (“O Poder do Subconsciente”, de Joseph Murphy.)
O medo ruim é o medo que paralisa, o medo em que nosso inconsciente transforma fantasia em realidade e cria um mundo real baseado em falsas premissas. O medo bom é o que nos move a superá-los. Crescer é vencer medos.
“Você tem medo de que?”
Ps: foto retirada da internet
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